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Álbum Cass McCombs

Wit's End

Este é um álbum para uma noite chuvosa de inverno. Depressivo, belo e carismático, Wit's End torna-se numa obrigatoriedade das edições de 2011.

Data de Edição
2011
Editora
Domino
Géneros
Dark Folk, Indie, Singer/Songwriter
Por Ana Beatriz Rodrigues 20 de Agosto, 2011

Nem sempre a solidão é um estado imaginário e poucos a conseguiram incorporar e exprimir musicalmente. Jeff Buckley é uma dessas excepções, apesar do californiano nómada Cass McCombs, de quem pouco se sabe, não lhe ficar muito atrás.

Wit’s End é, por isso, um retrato delicado de um funeral de caixão aberto, onde as feridas emergem em forma de longos hinos (cada uma das sete faixas que compõem este álbum têm, pelo menos, cinco minutos), que tiram a respiração ao mais comum dos mortais.

Como um fado, o quinto disco do norte-americano não é de fácil audição, por evitar ser um produto simplesmente depressivo: há muito mais para além disso. Para começar, a simplista orquestração, sem percussão, que atribui um toque celestial aos temas, mas não totalmente despido. Isto porque há os twists dos toques das castanholas em County Line; o xilofone de The Lonely Doll; os pianos límpidos de Saturday Song ou os suaves dedilhares de uma harpa, em vários momentos.

Depois, a lentidão próxima de uma valsa na composição de A Knock Upon The Door inclui a achega de uma folk, s