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Álbum DARKSIDE

Darkside EP

Mais um trabalho com o cunho de Nicolas Jaar. E mais um avanço sónico, onde a vida se cruza com a música.

Data de Edição
2011
Editora
Clown & Sunset
Géneros
Electronica, Pop
Por Ana Beatriz Rodrigues 4 de Janeiro, 2012

Há um lado negro em todos nós. Uma espécie de constelação perdida, intransmissível. Como se fosse uma caverna - onde todas as orgias são permitidas -, DARKSIDE, o projecto paralelo de Nicolas Jaar com o guitarrista/baixista Dave Harrington, não podia transformar-se melhor num daqueles sentimentos inexplicáveis com que lidamos diariamente.

Primeiro, porque é sexy até ao umbigo. De lentidão em lentidão (com as texturas, as vozes lânguidas, as batidas funky e os teclados escamoteadores do real, que já conhecíamos de Space Is Only Noise), Darkside, o EP, desconstrói texturas para criar paisagens. Mentais, com imagética cinematográfica. Isto porque a maior orgânica que o baixo e a guitarra de Harrington confere aos três temas é fulcral para a tal fuga urbana, nocturna e animal.

Tal como no longa-duração do chileno, tudo é natural. Uma electrónica educada, mordaz, minimal e nunca a frase Too Many Kids Finding Rain In The Dust fez tanto sentido: encontrar a beleza no mais sujo, no mais inesperado e no pior da humanidade.

Em suma, DARKSIDE é isso. Devia ser mais, uma miríade sexual - quinze minutos de música, nestes mestres, são escassos. Para não dizer, uma ejaculação precoce.