The Idler Wheel Is Wiser Than the Driver of the Screw and Whipping Cords Will Serve You More Than Ropes Will Ever Do
Fiona Apple está, finalmente, de volta. E com um excelente álbum a apimentar tão aguardado regresso.
- Data de Edição
- 2012
- Editora
- Columbia
- Géneros
- Alternative Rock, Indie Pop, Pop, Rock

Sete anos depois da edição do atribulado Extraordinary Machine, Fiona Apple regressa trazendo consigo um enorme disco. Com ele, a americana continua a merecer o seu digno espaço, apesar das muitas outras vozes femininas que surgiram no seu periodo de ausência. Logo às primeiras audições, é sentida a falta que nos fez, o abandono a que nos relegou.
Não se nota que Fiona Apple tenha decidido enveredar por outros caminhos, apesar do tempo que passou. Pelo contrário, com este novo registo, parece decidida a endurecer alguns conceitos formulados na estreia com Tidal, mas, maioritariamente em termos vocais, a partir de When the Pawn. É possível reencontrar no disco os diferentes tipos de entoação que já antes empregava, notando-se uma versatilidade vocal louvável. Mais graves, mais suaves, mais cáusticos ou mais agregadores, a verdade é que em qualquer um destes formatos a nova-iorquina soa esplendorosa.
De The Idler Wheel… não se pode esperar um disco mais sereno, nem uma proposta mais amolecida ou pacata. Ao mesmo tempo, o dramatismo, e, por vezes, rudeza com que se lança nas suas estruturas musicais continua a persistir. É esse o grande trunfo que utiliza neste regresso: a aposta numa postura incerta, manifesta sobretudo na constante dicotomia que emprega nos estímulos vocais.
Com este novo longa-duração, Fiona Apple continua a demarca-se pela genuinidade do seu trabalho de composição. No disco, observa-se o contagiar das tonalidades conferidas pelo piano pelas caractarísticas da voz que o acompanha, numa aparente harmonia entre os instrumento e as diferentes incursões vocais. Os dois elementos existem, um para o outro, como um bom amigo, sempre pronto a marcar presença.
Por fim, se a distância é requisito para um álbum com tamanha qualidade como este com que a norte-americana nos presenteou, então, só nos resta dizer: que assim seja.


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