Neck of the Woods
Ainda não é desta que o quarteto californiano regressa à crueza e espontaneidade que tornou Lazy Eye e Little Lover”s so Polite em quase-clássicos do (indie) rock moderno.
- Data de Edição
- 2012
- Editora
- Dangerbirds
- Géneros
- Indie Rock, Rock, Shoegaze

Não é que seja pior do que Swoon (2009),a tentativa da banda ampliar o seu shoegaze/pop dos clubes até aos estádios, mas falta-lhe qualquer coisa. Agressividade, algum peso. Uma produção mais suja (Jacknife Lee não foi uma boa escolha) talvez fizesse toda a diferença. Mas não podem ser acusados de terem feito um mau disco - Neck of the Woods tem um punhado de faixas muito boas, e a qualidade só desce consideravelmente no último quarto do álbum, para depois acabar em grande, com a excelente Out of Breath.
Pelo meio há inspiração em Mean Spirits, Make Believe, Skin Graphs... E há o single enganador, Bloody Mary (Nerve Endings).Quem ouvir esta faixa pensará que Silversun Pickups viraram uns M83, já que percorrem terrenos electrónicos mais próximos dos neons das discotecas do que as caves bafientas, com cheiro a desilusão, onde normalmente se movem. Nada mais enganador. A promessa de um sintetizador muito mais presente nunca passa disso mesmo, de uma promessa, e o teclista Joe Lester continua exactamente onde esteve durante toda a carreira da banda : timidamente, no background, como quem está numa festa e não foi convidado.
As quatro cordas de Nikki Monninger e as seis de Brian Aubert continuam a ter aquela qualidade evocativa típica do género, como se o respectivo instrumento fosse um projector ligado directamente à mente do ouvinte...só peca pela tal falta de distorção e agressividade.


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