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Opinião

Marca Branca #9 - Sétima Arte em modo livre

Não é só a música que dá passos no mundo que a internet tornou livre: o cinema também se afirma cada vez mais como uma arte onde o espartilho do copyright começa a ser posto de lado. Deixamos uma lista de filmes para ver gratuitamente.

Por Marca Branca 16 de Julho, 2012

Já por aqui falámos do BccN, o festival de cinema Creative Commons de Barcelona, ou de arquivos onde os trabalhos audiovisuais de cariz livre moram sossegados. Hoje, contudo, o Marca Branca sugere alguns títulos disponíveis na web. Afinal, dos documentários aos filmes de animação, há películas para todos os gostos.

Naturalmente, na primeira secção apresentada, o cinema informacional não poderia deixar de se debruçar sobre as problemáticas do copyright vs. copyleft bem como da cultura de remistura, que se instala graças à democratização do acesso aos meios de produção que a internet nos traz. “Good Copy, Bad Copy” e “RIP! A Remix Manifesto”, são os melhores exemplos disso mesmo. Contudo, as temáticas não se esgotam por aqui: da educação à política e economia internacionais, encontramos de tudo um pouco: a série “The Zeitgeist” pode ser descarregada gratuitamente, mas também o italiano “Maderlengue” (um apontamento sobre a discriminação linguística em Itália), “Babajaga” (sobre a aviação feminina e a determinação de Monika Warstat em voar sem o auxílio de um motor), ou ainda “Teach” (uma visão sobre os professores do futuro e sobre o futuro dos professores no EUA), entre alguns outros.

Do lado da animação, as coisas também parecem bem embaladas. Das curtas às longas-metragens, há espaço para os mais novos, mas também para os papás. “Big Buck Bunny”, “Elephant’s Dream”, “Sintel” ou “Sita Sings The Blues” são algumas das películas a não perder. 

Felizmente, para nós, a cinematografia conhece novos patamares em formato livre: as narrativas mostram-se originais e a imagem não deixa nada a desejar. Do drama à comédia, parece que não há género que fiquei esquecido por estes lado. “Star Wreck”, “Oceania” de Harry Dehal ou o australiano “Insecurity”, entre tantos outros, podem ser vistos, descarregados e distribuídos livremente. O movimento tem sido tal que até já existe uma produtora que se dedica exclusivamente à sétima arte em formato livre. A The Hill Productions produz filmes independentes, disponibiliza-os na internet para download e não só permite como incentiva o desenvolvimento de remisturas dos mesmos.

Em streaming ou download, o cinema livre está bem de saúde e recomenda-se, e, apesar de ser gratuito, aconselhamos (tal como na música) que, sempre que possam, façam um donativo aos artistas, de maneira a que consigam manter vivo o seu trabalho ao longo de muitos e bons anos.

* Fotografia licenciada em Creative Commons por m4tic.